quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
DISCURSO DO PROFESSOR PARANINFO AOS ALUNOS DA TURMA 83/2011
domingo, 9 de setembro de 2012
MAIS FÁCIL JULGAR DO QUE TER QUE OLHAR PRAS PRÓPRIAS MENTIRAS
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
O discurso da Onda!
''Boa noite, pais, professores e demais funcionários do colégio e especialmente aos formandos aqui presentes.
É já estamos em férias, a saudade bate e sentimos falta de tudo, das risadas das bagunças e de tudo que vivemos ao longo desses 8 anos juntos.
Adorávamos interromper as aulas com assuntos bestas que logo se tornavam serias discussões e nós proporcionavam ótimas risadas. A turma que ma
Fazer rodinhas de bate papo na sala, onde ficávamos cantando, conversando e as vezes até jogando era umas das melhores coisas. A alegria dessa escola são vocês, formandos, colegas, amigos, irmãos. Sinto falta das tardes maravilhosas que passamos juntos.
Por mais que na metade do ano estávamos todos loucos por férias, não podemos negar, daríamos tudo para viver esse ano outra vez.
Pois sentimos falta de tudo e de todos. Pois é, e aquela aluna quietinha, comportada e que estuda com nós desda primeira série, que quando estamos loucos querendo saber o que irá cair na prova que será no próximo período, ela sempre sabe de tudo, né Alana¿ E o Dionata reclamando que só pegam no pé dele¿ haha
A amizade vale ouro e algumas muito mais do que isso. As Nathalias e o Matheus, Naquiele e Brena, Thabata e Vitória, Nathi, Daniele e Ariadne, Alana Nicole e Larissa, e nós dois é claro. São as provas que existe sim, amizade verdade.
Realmente são vários momentos e amizades que ficaram marcados pra sempre.
Poderíamos chegar aqui e falar tantas outras coisas sobre nossa turma, mas não, preferimos falar das amizades, essas sim vão ficar pra sempre na memória de cada um que teve a sorte de fazer parte da nossa turma. Mesmo os alunos que chegaram depois, o Leonardo a Vani, a Ana e Christian, muito obrigada por fazerem parte dessa turma.
A Frase do convite já diz por si própria, ‘’nós de a missão e realizaremos...’’ Sempre que era preciso estávamos unidos e quando ninguém mais acreditava chegávamos lá¿ E não conseguimos isso sozinhos, queríamos agradecer a todos os pais, por oportunizar a nós uma escola de qualidade, por quererem sempre o melhor pra nós, amamos vocês.
E como não falar dos professores ¿ Foram vários, até perdemos a conta. Foram grandes professores e amigos muitas vezes. Vocês lembram das aulas de natação¿ Nossa, tia Lú que saudades que temos da nossa infância com a senhora.
Não tivemos a sorte de manter todos eles desde a 5ª série, mas todos serão lembrados pra sempre. Todos ficarão na história, entre eles, 2 grandes professores:
Professor Douglas, nosso homenageado, o único que ficou e aguentou a gente, é não sabemos como, desda 5ª série, viu a gente crescer e contribuiu muito em nossas vidas. Nós ensinou muito nesses 4 anos, nunca iremos esquecer do ‘’ Ó DO BOROGODÓ’’. Muito Obrigada por ser esse professor maravilhoso que você é.
Professor Alex, provou para nós em pouco tempo o grande professor e amigo que você é, conseguimos muito esse ano por conta de você. A 83 mudou, é mudou pra melhor e todos vemos isso. Vimos o quanto um professor tem poder sobre uma turma. Professores igual o senhor não, é fácil de se encontrar, ensinou para nós tanta coisas, com suas viagem e livros. Despertou em nós o desejo da leitura, contando as histórias dos livros como algo mágico algo além de simples palavras e parágrafos, um mundo da leitura que ainda não tínhamos o prazer de ter conhecido e o senhor trouxe até nós. E hoje sabemos muito bem com quem estamos falando, Alex Valério. Queríamos agradecer por sermos seus alunos. Muito Obrigada por tudo.
Não podemos esquecer de alguém que marcou muito nossas vidas e que infelizmente não ficou com nós até o fim do ano. Professora Caroline, você fez da matemática algo mais simples e conseguiu fazer com que a aula fosse mais divertida e também com que todos os preguiçosos estudassem.
Pessoas grandes são aquelas que lutam, por idéias e hoje nesta formatura vocês provam ser parte dessas pessoas.
É chegamos até aqui é porque nós apoiamos em gigantes. Muito obrigada a todos que nós ajudaram a chegar aqui.
Boa noite, um feliz ano novo e que no ano que vem mais sonhos se realizem. Boa noite e próspero ano novo para todos.''
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
O DIA DA INDEPENDÊNCIA BRASILEIRA
sábado, 18 de agosto de 2012
PENSA NO NECESSÁRIO, CARO HUMANO. SÊ TU E PARA DE MUDAR DE IDEIA.
domingo, 5 de agosto de 2012
Turma encantadora!
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Se o Senhor Grandet fosse à Argentina, enlouqueceria! Mas eu não, apaixonar-me-ia!
terça-feira, 24 de julho de 2012
TUDO O QUE EU QUERIA ERA CHEGAR A VIAMÃO.
Corri a próxima estação de ônibus. Lá vinha mais um Viamão. Esperava sentar na janela. Como um francês (indo para a terra da natureza exuberante), ataquei o coletivo.sábado, 23 de junho de 2012
Palavras de saudade do professor
Eu também faço literatura
sábado, 9 de junho de 2012
A EMOÇÃO DOS LIVROS
domingo, 3 de junho de 2012
Pretérito menos que perfeito, Presente e Futuro do subjuntivo(indicativo)
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Réveillon em Londres
TOME UM CAFÉ... ESSA POSTAGEM SERÁ GRANDE, uma das maiores — para compensar o atraso.
Assim que adentrei aquela casa, mal sabia eu que algo mudaria drasticamente o meu pensamento por um bom espaço de tempo. Cabe ressaltar que faz um mês que cruzei os portais daquela residência — e nesses trinta dias muitas reflexões sobre os meus comportamentos ocorreram.
À soleira, estava Fernanda Porter, uma moça de seus não-sei-quantos-anos-pois-nunca-ousei-perguntar que, muito solícita, simplesmente me perguntou: Você é o rapaz que perdeu o voo? Eu poderia dizer apenas um Sim, mas como um bom professor, e pelo visto de Língua, e a minha é das grandes, um Sim seria pouco demais para uma pergunta ligeiramente complexa. Contei à ela toda a desventura vivida em Paris. Ela ouviu aparentemente paciente os ensejos dignatários de um novo londrino. Conclui com o meu desabafo inumano que um dia poderia contar esta história: que um dia, lá na década de 10, o amigo de seu avô (sim, amigo de seu avô, pois filhos não os tenho, nem os terei, por isso contarei aos netos de meus amigos) que ao tentar passar o réveillon em Londres, por perder o voo, acabei vivenciando desventuras em série em Paris.
A solícita Fernanda Porter, que muito diferente de mim não era, abriu um papiro em minha frente e relatou toda a sua folha-corrida. Num piscar de olhos, percebi que desejaria passar a virada de ano em companhia dela. Na conversa, descobri que ela havia chegado recentemente à casa dos estudantes. E por motivos mais que pessoais, ela estaria se retirando em alguns dias. O que seria uma pena, pois eu, amante fervoroso dos amigos, e destes apaixonado à primeira vista, já queria abrir bandeiras vitorianas para impedir a ida de Fernanda para a outra casa.
Em seguida, bati à porta da casa dos estudantes Amanda Faccioni, minha ex-colega de trabalho, alguém também muito especial em minha vida. Como era bom quando saíamos do trabalho, reuníamos os mais chegados (os menos invejosos e despeitados, é claro) para irmos a cinemas, Mc Donald’s e principalmente à Cidade Baixa, na Lima e Silva,
Eu e uma conhecida iríamos passar o réveillon
Revemo-nos.
E apresentei a ela Fernanda Porter, amiga de longa data (30 minutos) que possivelmente se transferiria para a mesma casa de Amanda. Sim, leitor atento, eu, por motivos de demanda, não fiquei habitando a mesma casa de Amanda.
Cinco minutinhos depois saímos para ir fazer as comprinhas de réveillon no melhor supermercado do mundo: o Sansbury’s. Lá aproveitei o momento e fiz um rancho. Compramos também taças e um champagne.
Pouco tempo depois estávamos pegando o metro
Quer saber o fim da história? Caso sim, contarei. Mas o leitor acha que será agora? Não? Hahahahahahahaha. Estás enganado. Tome um fôlego e continue a leitura.
As ladies passaram triunfantes pela imigração. O Big Ben, a cada sessenta segundos, incansável, trabalhava o rodar dos minutos. Em seguida, os olhos fitavam a London Eye. O difícil foi escolher o melhor lugar. O que tínhamos escolhido parecia intransponível: entre duas árvores, onde poderíamos ver sem problemas o monumento pirotécnico. Os chineses, ou coreanos, ou japoneses, ou malasianos não ajudavam muito, pois haviam marcado território.
Sentavam-se no chão, em rodinhas, onde jantavam, divertiam-se com jogos e o resto do mundo esfomeado e expelindo a rotina do passar das horas. Uma inveja brilhava nos olhos dos ocidentais despreparados para as adversidades.
Ao expressar as adversidades, choveu. E dessa vez, depois de uma discussão entre as ladies e o povo do China in Box (sem ofensa alguma — pois eles comiam nas caixinhas à medida que estavam sentados no chão). Sim, senhor leitor comportado, uma das moças orientais era adepta do barraquismo. Por tudo a moça brigava e parecia fazer questão para isso. Depois de uma série de palavras mal escutadas: IACA TUCA UCA TUTAAAAAAAAA, uma chuva oriental pareceu estragar o réveillon. As ladies abriram a bolsa (mais uma vez a bolsa) e de lá tiraram o guarda-chuva. As ladies, tão finas que eram, faziam questão de molhar a gurizada da terra do nascer do sol. Sim, faziam questão, visto que eles tinham todos os equipamentos bélicos para esperar o show de fogos, mas não tinham a proteção do elemento água. Elegantíssimas, as inglesas made in Brazil, levantavam o ombro, o queixo, olhavam para o outro lado como se estivessem a ver O Almoço na Relva no Musée d’Orsay.
Nessa onda pluviométrica, junto a nós, estava um casal de idosos — daquele tipo COISA MAIS AMOR. Porém, como uma boa antítese, atrás de mim estava uma família Horrenda, cujas filhas, Horrendas ao quadrado, tentavam empurrar-me para ganhar espaço. Eu, inspirado
Assim, nesse clima de paz entre os homens, ficamos esperando as horas passarem. Foram cinco horas intermináveis. A London Eye passou, por volta das dez horas, a fazer um show de luzes. Nessa hora uma chuva, mais que pluviométrica, sísmica, assustou o povaréu. Mas aquelas labaredas aquáticas não caíram por muito tempo.
Muito tempo depois: um minuto para a meia-noite. Num dos prédios a contagem se fazia regressiva. Eu não sabia para onde olhar: se para a London Eye ou para o Big Ben. Assim que os 15 segundos suspiraram, o relógio passou a cantarolar, preparando para a chegada da hora mais esperada das últimas cinco giradas do tempo. CINCO SEGUNDOS. Olhar para onde? E agora? UM SEGUNDO.
Os primeiros fireworks iluminaram o céu, o sino do Big Ben estourou e fogos passaram a arrebentar por todos os lados no monumento. Sincronicamente, a cada badalada do sino, os estouros presenteavam o início de 2012. E eu lá embaixo, a uns 300m, pequeno, pequenininho; e ele, lá em cima, imponente, dizia a todos: “comemorem, vocês incendiaram por onde passaram, fizeram com que as coisas acontecessem em 2011 e agora merecem o prêmio. O tempo salva e recompensa e este é o vosso prêmio: a beleza em seus olhos. Chorem, dizia o relógio, agradeçam, não percam tempo pedindo ou exigindo. Vocês voaram de inúmeros continentes para me ver e agora as luzes de seus trabalhos anunciam que tudo valeu a pena. E tu não acreditas, eu estouro mais uma vez.” MAIS UMA BADALADA, MAIS FOGOS DE LUZES. “Não acreditam? Então olhem de novo?. MAIS UMA BADALADA, MAIS FOGOS. E ele estourava mais. Disse: “Continuem a jornada, acreditem em seus sonhos, façam as pessoas a seu lado mais felizes, abrace quando necessário, façam piadas para o mundo rir. PARA O MUNDO RIR.” E o registrador do tempo estourou e badalou tudo o que pode até desaparecer nas névoas.
Com o fim dos fogos do Big Ben, a London Eye se iluminava mais e mais. A grande energia de luzes nos envolvia por todos os lados. Elas iam ao céu e desciam candidamente parecendo que nos abrigaria. As músicas tocavam e os fogos dançavam conforme a melodia. Um grande espetáculo. Lágrimas veementes transbordaram como nunca. E cabia a mim olhar para o funesto 2011 e agradecer por tudo o que vivi, pois fui feliz e sabia que o era.
Com o fim das chamas, estouramos a rolha do Champagne e brindamos. Duas taças depois, eu, o autor deste blog alucinógeno, estava tonto e falando besteiras pelas ruas de Londres. Passeávamos pelo Green Park à noite. Desejei Happy New Year a pessoas que nem conhecia. Procurávamos estação de metro em frente ao palácio da Queen. E eu, cambaleando, como nunca na vida, e falando mais ainda. Andamos, andamos e andamos. A fome já tinha batido na nossa porta desde que vimos a santa ceia dos asiáticos.
Mais tarde, as duas da manhã, adentrávamos na EGG, numa balada. Depois de dez minutos, ao observar a energia estranha do lugar, decretei às Ladies: Vou para casa. Ganhei as ruas novamente, sentei-me numa parada de ônibus, uma inglesa apaixonada pelo Brasil (e que falava português) puxou papo comigo. E eu tonto ainda. A mulher era apaixonada pelas escolas de samba. Quando eu disse que era de Porto Alegre, a mulher ainda falou nos Imperadores do Samba. E eu zonzo: “Han?”. Depois de mais algumas palavras decidi caminhar até Kings Cross. Estonteado fui andando pelas ruas desertas de um bairro nebuloso. Pessoas estranhas, numa Londres estranha.
Na plataforma da Piccadilly Line, esperei o comboio por um minuto. Assim que ele chegou, entrei, sentei e dormi. Dormi, sem destino. Onde parei? Eu conto depois...
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