sábado, 23 de junho de 2012

Palavras de saudade do professor

Agora há pouco, na rede social facebook, uma ex-aluna, que hoje está em outra escola e cursando o Ensino Médio, acabou de publicar uma foto do dia de colação de grau. Junto da fotografia estava um pequeno texto que expressarei aqui:  

"
Não há como descrever ... Meu professor , meu amigo , meu conselheiro . Eu não estaria onde estou hoje se não fosse por ti , obrigada por tudo . O meu melhor professor . Tudo o que aprendi contigo , jamais esquecerei . s2
".

Professor, homem, amigo, pessoa apaixonada e sensível que sou, é claro que as lágrimas brotaram e uma nuvem de lembranças, recentemente vividas bateram a minha porta.

Os alunos, que passaram por mim, e hoje estão com num nível maior, sempre me dizem o quanto sentem a minha falta. Cabe sempre a mim abraçá-los e dizer o quanto também foram especiais em minha jornada, mas que o destino quis que tivéssemos apenas aquele período de troca de experiências. Tudo dói muito quando falo para eles, visto que devem aceitar o processo evolutivo. Mas hoje, após ler esse texto de minha ALUNA, já que ex nunca será, nem os outros, devo dizer a todos o quanto a saudade bate. Vejo-os diariamente indo para o outro lado e a me olhar com um certo pesar: "Como eu gostaria de estar lá, ou mesmo que ele estivesse aqui". O momento passou, a vida virou e a realidade agora é essa. Algo temos que aprender juntos com essa separação. Mas a lembrança que ficou foi muito boa e intensa. Sempre busquei fazer com que as pessoas permanecessem em minha vida. Jamais consegui. Nesse quesito a dor parece menor. Mas os jovens ainda estão a aprender o quanto é complicado se separar de alguém, ainda mais quando esse alguém está sempre por perto, mandando energias boas e de sucesso para todos.

A separação é física, mas o que nos une é o companheirismo, o espírito de união, a amizade e a parceria, tanto que no dia de meu aniversário, uma turma, se bem me lembro quase inteira, foi até a sala dos professores homenagear o antigo (e sempre) professor de Português.

Quero dizer com este post que tudo o que vivi em 2011 foi muito intenso, mas tão intenso que pareceu mágico. Tenho saudades daquele tempo em que as coisas pareciam estar no devido lugar. Na verdade, as coisas estão no seu devido lugar, pois é assim que devemos aceitar. Mas no campo pessoal, a vida também mudou. E, quando digo que as coisas eram boas é porque eram boas mesmo. Pessoalmente, o ano 2012 está sendo um grande teste de evolução para todas as pessoas com quem me relaciono (e claro para mim). O mundo não acabará, é claro, jamais acreditei nisso. Sejamos positivos, atraindo a alegria, o altoastral, a garra necessários para ultrapassarmos esses  desafios evolutivos. Aprendi muito com os amigos (todos) do ano passado. Continuo a aprender muito com os amigos (todos) de 2012.

Obrigado pelas saudades, pelo reconhecimento, pelos sorrisos e acima de tudo pela honestidade em todos os momentos. Não há duvida de que serão grandes pessoas na sociedade.

Era isso. Fomos felizes e sabíamos disso.

Os que não foram, que pena, não aproveitaram!!!!!!!!!!!!!

Eu também faço literatura

Depois de criar uma das personagens mais deslumbrantes e deslumbradas da minha literatura, uma outra, que há anos trafega por minha mente bilionária, voltou a bater à minha soleira.

Como disse no post anterior, eu contara a meus alunos as aventuras de algumas personagens de um romance escrito por mim. Neste obra (em letra minúscula ainda) há a heroica-vilã de nossas vidas Laurinha Fontana, muito conhecida de meus amigos intelectualizados. Trata-se de uma socialite maluca de amarrar em poste. Tão maluca quanto seu criador. Era uma obcecada pelo filho, por florais de bach e por echarpes. A tira-colo, tinha seu secretário exclusivo, uma espécie de Sancho Pança, que a acompanhava na doidivana aventura rumo à família perfeita.

Meus amigos vibram e gargalham com as loucuras de Laurinha Fontana. Os motivos para isso somente eles sabem, pois aqui jamais contarei. A menos que eu publique esta obra.

Nessa mesma linha de personagens, que infelizmente não me abandonam, estou a dar vida a mais uma louca para o hall da literatura de gaveta: Emilinha Dummont.

O leitor deve notar a sintonia dos nomes e concluir a falta de criatividade do escritor. Isso é mais forte que eu. Imagino uma senhora de cabelos desgrenhados, totalmente desequilibrada e com um humor negro-depressivo que muito nos divertiria. Emilinha, a coitadinha. Emilinha, a bonequinha. Emilinha diferente de Laurinha.

Laurinha queria o filho somente para ela. Emilinha nem filhos têm. Na verdade os pariu, mas os pariu para a vida (diferentemente da outra). Os filhos dela estão a viver na Europa felizes da vida por não ter a mãe por perto. O que Emilinha mais deseja, então? Eu sei, mas ainda não revelarei. É muito confusa a mente criadora de um deus-das-palavras. Personagens nascem de nossas mentes esquizofrênicas e num instante mudam seus destinos, destinos estes não pensados por nós.

Jamais me esquecerei do dia em que Lúcio Fontana, filho de Laurinha, saiu de casa para ir trabalhar e na cena seguinte estava no aeroporto comprando um ticket para Buenos Aires, onde viveu, junto aos protagonistas, momentos que não tinham sido pensados na sinopse. O mesmo acontecera com Raquel que morreria no capítulo 15 do mesmo romance. Os leitores-amigos leram as primeiras páginas e ficaram muito intrigados com a trama da personagem, que na minha mente era a mais simples de todas. Quando disse para eles que Raquel morreria nos próximos episódios, o semblante de chateação afundou-lhes a emocional de modo coletivo. Mais que rapidamente tive que mudar o rumo da personagem. Ela desaparecera, sequestrada, jogada num helicóptero. Cinquenta capítulos depois, reaparecera andando, misteriosamente, pelas ruas de Buenos Aires, onde o destino colocou o filho de Laurinha a frente do dela. Isso fez com que Raquel voltasse com tudo para a trama, o que deixara os leitores surpreendidos e apegados mais ainda ao enredo. Nada disso fora previsto quando criei as histórias. Buenos Aires não estava nos meus planos. Quando me vi, de olhos fechados, sete personagens foram teletransportados para lá.

Minha vida também é assim: cheia de destinos, teletransportes, encontros com pessoas e subencontros. Uma loucura do cotidiano que, para as pessoas a quem conto, ficam boquiabertas depois de um Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! deve ser por isso que minhas histórias, replicadas em páginas do word, sejam tão malucas quanto as do autor. Isso explica a presença de socialites malucas, intelectuais, pseudo-intelectuais, mocinhos patéticos, personagens cuja vitória seja uma questão de honra, mas que fracassos não sejam motivos de desistir. Crio personas cheias de garra, deteminação e teimosia. Personagens sonhadoras que choram e riem do drama que vivenciam. Crio uma especialidade: vilões bonzinhos e  bonzinhos vilões. Tudo é maravilhoso e possível na literatura. E isso que nos reconforta.

Que venha a primeira de uma lista: Emilinha Dummont.

sábado, 9 de junho de 2012

A EMOÇÃO DOS LIVROS

Nesta semana ocorreu um fato inusitado e permitido por mim. Sim, eu me deixei permitir. Como numa força ciclópica, coloquei minha cara ao tapa e contei a duas turmas o romance mais valioso que escrevi. Entrei numa turma de 7ª série e comecei a explicar a diferença entre autor e narrador. Salientei ainda exemplos de clássicos da literatura, como Machado de Assis em Dom Casmurro (o que eles amaram - esperam que acabem por gostar também da futura leitura). Em seguida, eu disse aos 40 GÊNIOS INDOMÁVEIS: "Agora vou lhes contar um exemplo de narrador em terceira pessoa". "De quê autor, sor?" perguntou um aluno. E eu respondi (morrendo de medo): "Um obra escrita por mim". Fechei os olhos para esperar o desprezo deles. Mas não. Vibraram muito! Motivado passei a contar os primeiros detalhes da história. Como há muitos personagens e tramas paralelas, a princípio ficaram muito confusos, mas com o passar da narração, foram fazendo os links e o espanto no rosto de cada um deixava-me arrepiado. Dos quarenta alunos, trinta e oito olhavam sorrindo querendo saber uma nova surpresa. Questionavam-me mais e mais. Queriam descobrir os segredos da história, da vida das personagens, se era a minha vida a do protagonista (visto que eles encontraram algumas coincidências que eu mesmo encontrara anos depois de ter escrito). Foi muito bom para mim, um escritor de gaveta ver seus alunos batendo os livros na mesa e gritando: "CONTA. CONTA. CONTA". Arrepiava-me mais e mais. E ainda tinha que continuar o conteúdo daquele dia. Acalmá-los não seria uma tarefa fácil, já que eles são os meus gênios indomáveis (turma por que tanto aprendi a ter orgulho). Tentando ressaltar os outros tipos de narrador, eles não permitiam que eu avançasse, pois queriam, como gladiadores, saber o desfecho e o título da obra que eu contei para eles. A quebra de expectativa maior não foi não ter contado como acabara a história, mas sim do livro ainda não ter sido publicado, o que para eles era o fim de suas esperanças. Sai daquela sala com algo diferente, com um projeto para publicar meus livros, meus escritos, minhas palavras que de vez em quando jogo ao vento para preencher o tempo seco de alguém. Na tarde do mesmo dia, uma trama absurda, bem maluca passou pela minha cabeça e seria uma boa ideia para um livro infanto-juvenil. Com certeza, por causa das histórias de Álvaro, Raquel, Maira, Lúcio, Laurinha Fontana e Moldávia, uma força, uma coragem dominadora me deixou destemido para que os críticos literários possam me devorar e dizer para o mundo: "Péssimo autor". Sim, caro leitor, será que serei um  Vargas Llhosa, ou um Saramago, que ganharam os louros das letras ainda em vida? Na minha baixaestima autoral, eu desperdiçado digo que não. Mas vamos lá. Jogar-me-ei aos corvos, aos abutres, para que depois, como um condor, voar pela América Latina e pela Europa num sonho de uma noite de inverno. "Vejo um talento desperdiçado", disse um aluno de 8ª serie. Para mim, os jovens sempre têm a razão. Por mais que não pareça.

domingo, 3 de junho de 2012

Pretérito menos que perfeito, Presente e Futuro do subjuntivo(indicativo)

Algo toca o meu teto e por isso tenho a necessidade de escrever. A casa, misteriosamente em silêncio, grita para mim: "Escreve, anda, escreve, seu imprestável". Mas escrever o quê? - perguntou eu a casa. Ela, mais do que acolhedora, uma pensante, diz: "Porque tua vida é escrever e será por um bom tempo". Pasmo, desco as escadas estreitas, de degraus diminutivos, e paro na cozinha. Silêncio nebuloso. Nada a contar. Na sala, um vulto quieto, sentado à cadeira. Volto à minha amiga cama e a casa, que choram nela, me diz: "Então, vais escrever o quê?". Tu sabes que eu tento, casa. Tenho buscado personagens, mas eles não vêm. Tenho buscado enredo, o que não tenho dificuldade nenhuma, visto que histórias é o que mais tenho. Não porque são minhas, mas sim as que poderiam ser. Argumentos é o que mais tenho. Opa! Desculpa casa, utilizei da repetição para dizer dois argumentos. Opa! Repeti a palavra argumento! Deixa eu parar, respirar fundo e não ouvir nada. Pronto parei. Depois de alguns segundos de silêncio, silêncio dos teclados vibrantes, voltei a ouvir o chorar do meu teto. Meu teto? Não seria o teu teto, casa? Desculpa-me, casa. Tu, como uma personagens personificada nessa miscelênia de palavras incongruentes e oblíquas, deves ter uma digna letra maiúscula: Casa. Isso Casa, ordena-me, manda-me escrever mais e mais. Força-me a digitar e escrever minhas besteiras, meus dramas de rimas pobres, minhas inversões assindéticas, minhas palavras sem nome. Quero escrever para Ti, que me deixa com sono, que me põe em preguiça. Nada fiz hoje, fiquei apenas a te contemplar. Para quê? Para esperar o dia passar. E para que escrevo agora? Para esperar a noite acabar e observar o não-brilho das estrelas. Não perca as esperanças em mim Casa, dita a ordem. "Progrida, menino" E eu: "Não sou mais um menino" E ela:"És sim" "Então argumente" "Por que ainda buscas o sonho de menino?" "Por que tenho medo" "Isso é afirmação?" "Não, uma pergunta" "E por que não botaste porto de interrogação se era uma pergunta?" "porque o porque está separado" "Não estraga a conversa, menino" "Lá vem Tu de novo com essa história de menino" "E por acaso não te convenceste de que és" "Eu sei que sou um menino" "Teu orgulho não permite que tu crescas" "Meu orgulho?" "Sim, tu vaidade não permite que te assumas como um menino" "Mas eu me assumi" "Depois de eu argumentar, menino" "está bem, o que queres agora" "Que deixes de ser menino" "Difícil" "Eu sei o quanto é difícil crescer. Quando nasci eu era uma casa pequena, praticamente uma garagem, num fundo de quintal. Hoje sou essa casa frondosa que te protege. Tive que crescer para te abrigar" "Eu sei" "E quando tu vais crescer" "Já é hora?" "Tu sabes que sim" "Eu sei" "De novo eu sei" "Isso foi uma pergunta?" "Não uma afirmação. Não viste o ponto final?" "Vi. Foi eu quem escreveu" "Então! Não me enrola" Não enrola o quê?" "Não enrola para crescer. Tu, meu menino, és uma árvore frondosa, difícil de cair. Não tenha medo. Progrida. Produze galhos belos" "Galhos? Minha árvore não se perpetuará" "Vai sim, meu menino, não da maneira natural, mas vai se perpetuar, tu sabes" "Não sei" "Sabe sim, porque tu já imaginas" "Imagino e penso que é imaginação" "Sim, se que és fértil nesse campo, mas tuas imaginações muitas delas são verdadeiras" "Mas as verdadeiras que eu duvido serem verdades" "Quando duvidas, duvidas de ti" "Não, duvido das verdades" "Mas as verdades imaginadas não vieram de ti?" "Sim, vieram" "Então! Então é porque duvidas de ti" "..." "Ficaste sem palavras, meu menino" "Não" "Como não? Mais uma vez a vaidade te pegando na carne?" "É difícil" "Que isso? Nunca falaste tanto em dificuldade. Nada foi fácil para ti, sei bem, mas nunca reclamaste da falta de facilidade, muito contrário, olhaste para onde ela estava e correste a favor" "Sim" "Sim o quê?" "Corri atrás" "Então não reclamas" "Mas não estou reclamando" "Então o que é difícil?" "Nada. Difícil é a minha antítese. Difícil é a minha verdade" "Tu és o dono dela, menino" "Por que eu tenho que ser o dono da verdade?" "Porque tu sempre quiseste ser o dono." "Sim" "Oh, alguém assumindo" "Mas sempre fui assim mesmo" "Hum, que maravilha" "Já assumi há muito tempo..." "Ser o dono da verdade" "Sim" "Então te apega a essa verdade e vai escrever um romance. Tu vais ser um cometa que girará todo o mundo" "Isso não é meio infantil" "Ué! E tu não és um menino?" "Não" "Pensei que já tinhas te convencido" "Está bem, ainda sou aquele menino que sonha" "E continuará sendo. Mas sendo um menino com responsabilidades. Tu tens uma missão, criança!" "Tenho" "E estás cumprindo belamente" "É?" "Não duvides disso" "Sinto que sou mau" "Não és não. Quando somos jovens, não temos paciência com os gritos" "Sei disso" "Tu és maravilhoso dentro de teus poderes e aprendeste a ser humilde, mesmo ainda sendo um tanto vaidoso. Agora deves escrever e não emocionar apenas a vida de teus pequenos com tuas caras e bocas, meu menino. Eles te amam. Só pensam em ti. Querem te agradar. Querem mostrar que são capazes e querem mostrar para ti isso. As glórias são todas tuas. Deves escrever a tua obra, como eu ia dizendo, para não somente agradar os teus pequenos, mas sim os pequenos e os grandes. Não emocionar no teu pequeno condado com nome de santa, mas sim num reino inteiro. E vais conseguir. As palavras são tuas" "..." "Não me falas nada?" "Tenho medo" "Não tenha. Já está tudo combinado. Tudo acertado" "Tenho medo. Sozinho acho que não tenho forças" "Mas quem disse que estarás sozinho?" "Não sei" "A partir de agora não estarás nunca mais sozinho" "Em que sentido?" "O amor e a paixão te acompanharão" "Não acredito mais nisso" "Nisso o quê" "Numa história de amor" "Mas não falo somente nisso, meu menino" "Falas em quê?" "Nas pessoas que amas e por quem és apaixonado e das pessoas que te amam e daquelas que são apaixonadas por ti... Chegará o dia em que deixarás de ser cético com o amor e deixará de ser essa figura independente" "Não estou interessado em sofrer, obrigado" "Meu menino, viu como és ainda um menino? Se sofreste éporque nunca amaste. Agora te digo de antemão: vem ai alguém chamado Amor" "Não me lanças essa intriga, Afrodite" "Fica calmo" "Se me conheces tanto, tu sabes que não vou me acalmar" "É verdade. Providenciarei o encontro para o mais breve possível" "Para quando?" "Hum, temos um interessado" "Não brinca" "Sei, menino que foste sempre sozinho. tudo na hora certa. Receberás o sorriso que sempre esperaste. O abraço que sempre agurdaste. O olhar de afeto que sempre sonhaste" "Por que agora?" "Porque essa era a hora.Tu já aprendeste isso" "Sim já aprendi, mas parece que não aceitei a teoria de todo" "É. Mas a hora está chegando ao fim e receberás o preenchimento da solidão. Viverás teus sonhos: viajarás o mundo com teus livros e com teu amor e terá um grande galho em tua árvore." "..." "Terás uma linda história pela frente. Todos vão saber quem tu és" "Tenho medo disso" "Não tenhas. Tu saberás reagir muito bem. E teus amores estarão a teu lado: a semente e o fruto" "Não me deixe ansioso. Estou a pensar mil coisas" "E essas mil coisas estão certas.Isso mesmo o que pensas é o que acontecerá" "Será que sou capaz?" "És capaz de tudo o que há de bom e belo" "Se dizes isso eu acredito, mesmo sem acreditar" "Eu sei,é difícil seres tu, meu menino, mas tu alcançarás a plenitude. Agora vou indo apagar as luzes. Tenho que descansar enquanto as estrelas brilham." "Muito boa a nossa conversa" "Foi meio piegas, meio absurda, mas foi muito boa. Aguarde! Boa noite, meu menino. E vai escrever". "Está bem". Um silêncio absoluto. O teto não chora mais. O sono se aproxima. Espero que tudo isso não tenha sido um sonho. Mas sei que foi minha imaginação. Espero que minha imaginação, conforme disse a Casa, seja fruto da verdade. O meu íntimo diz que é. Agora vou apagar as luzes e ir dormir, pois meu momento Lispector acaba aqui.