terça-feira, 29 de janeiro de 2013

TEXTO DE LUÍSA ROCHA PARA O PROFESSOR

Cochichos curiosos, um novo professor, o começo de uma história. Há apenas um ano, ou seria já passou um ano? Sermões merecidos, grandes risadas, e, para alguns, grandes conselhos. Um pai amigo, que sempre esta presente, mas nos deixa resolver nossos problemas. Um super herói exemplo, atiçando-nos sobre os livros, instigando-nos a pensar, imaginar e , quem diria, filosofar. Especial, inteligente, engraçado. O "sor" é tudo,não perfeito, palavra muito limitada para alguém como ele, muito certa. Entre adjuntos adnominais e mesóclises, encontra-se uma relação única e especial que ultrapassa as barreiras de aluno-professor, e se torna fraternal, envolvendo lágrimas, abraços e altos papos no facebook. Enfim, de um novo professor de português, o tão temido, passa para o nosso amigo, nosso pai, e como tal, vem nos guiando nesse difícil caminho conhecido como vida.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

TEXTO DE FELIPE ZANINI PARA O PROFESSOR

Com tantas pessoas expressando essa eterna admiração por esse nosso querido professor Alex Valério, me sinto no direito de expressar o que penso também. Obrigado. É, acho que essa seria a palavra certa. Com certeza é apenas uma palavra, mas significa muito para seus alunos. Caro professor, não, caríssimo amigo Sr. Valério, acho que posso falar por toda a turma 81 de 2011 e em sua grande maioria a 101 de 2012, que tu nos ensinou o quanto é preciso que um professor seja amigo de seus alunos, mesmo que seja apenas para conselhos em momentos de tristeza, ou das várias risadas que tivemos o privilégio de dar junto contigo. Vários ótimos momentos tivemos juntos. Dois dos melhores com certeza foram a dinâmica que tivemos sobre o adorado (ou nem tanto) Eugenie Grandet, em que tu nos disponibilizou DOIS míseros torrões de açúcar. Ah, e com certeza a maravilhosa viagem ao Beto Carrero. Enfim, é difícil expressar em palavras o quanto queremos lhe agradecer por tudo que nos ofereceu, tu é com certeza um exemplo para todos nós. Se algum dia eu me tornar metade do grande leitor e escritor que tu é, já estarei muito satisfeito. A 201 de 2013 o aguarda.

TEXTO DA ALUNA ANDRESSA SOUZA PARA O PROFESSOR



‎"Escola, aquele lugar onde a maioria de nós, adolescente odiamos. Um lugar entediante, um lugar sem graça para alguns, e digo eu escola é um lugar chato mesmo. Mas nunca paramos para pensar que é lá aonde nós criamos as maiores amizades, aquelas amizades verdadeiras que nós sabemos que vamos levar para a vida inteira, ou simplesmente um lugar onde conhecemos um dos nossos heróis! Quem diria que em uma manhã normal, uma manhã de aula qualquer mudaria tanta coisa? Um "simples" professor como diria alguns, não, ele não era um "simples" professor, ao meu ponto de vista ele chega a ser um herói, um conselheiro, uma melhor amigo, ou minha inspiração para escrever... Aquele cara que consegue te fazer sorrir quando tu está mal, consegue te entender apenas quando vê seu olhar, aquele que faz pensar "caramba, hoje tem aula com ele, ainda bem". Ele muitas vezes é rigoroso, ou essa não seja a palavra certa a usar, talvez seja só correto e faça certo as coisas. Ele é um orgulho a todos que o conhecem, a todos que tiveram ou tem aulas com ele, aulas com ele vicia, falo por experiencia própria das aulas dele! Enfim, esse sim é o melhor professor do mundo, ele é um herói que se transforma no que ele pode quando tu precisa, esse é nosso herói. Professor Alex Valério!" Ficou feinho, mas foi de coração.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

DISCURSO DO PROFESSOR PARANINFO AOS ALUNOS DA TURMA 82/2012



Como sou um professor de Língua Portuguesa e Literatura, sou um homem que conta histórias. E nesta noite, 82, contarei a nossa história.
Jamais poderei esquecer o dia que entrei na sala 13, no último período, de uma segunda-feira, quando os alunos da antiga turma 72, em 2011, acabaram de sair de dois períodos de Educação Física. Eu, o professor de Língua Portuguesa, num curto espaço de tempo, um período, o último daquela manhã, tinha que se apresentar e fazer com que se sentissem à vontade com aquele novo professor. Fiquei a observá-los, sorriam, gargalhavam, pulavam e gritavam. Imediatamente falei: “Trata-se de uma turma feliz”. Alguns gargalharam e uma respondeu: “Aqui nessa sala ninguém é feliz”. Naquele exato instante, naquele exato exemplo, notei um traço daquela turma: ELES TERIAM QUE ENXERGAR A FELICIDADE DENTRO DELES. A FELICIDADE QUE NÃO CONSEGUIAM VER. Ali, naquela manhã de 04 de abril de 2011, minha batalha pessoal teve um objetivo traçado.
Claro, que para chegar à vitória, um longo caminho, um longo treinamento teria que ser dado. Muito tive que ser antipático, deselegante. Briguei muito com essa turma. Foi o meu maior desafio. O meu objetivo, no decorrer da trajetória, estava com imensa dificuldade de se concretizar. Mas eu ensino que jamais devemos desistir de nossos sonhos, de nossos projetos. E esse também foi um aprendizado a ser anotado: jamais desistir. Mas eles ainda duvidavam de suas capacidades. Duvidavam daquele professor-brigão que deseja colocá-los na linha. Duvidavam deles próprios.
Professor Divo, como dizem os alunos
Caras-pintadas

Depois de muito velejar ao lado de Caronte e trafegar, acompanhado de Dante Alighieri rumo ao paraíso, um mudança de comportamento ocorreu com esses formandos. Um ano depois tudo mudou. Passaram a sorrir com leveza para o professor. E as aulas passaram a ficar surpreendentes. Quem não se lembra do nascimento do nosso saudoso Adjetivo? Sim, em nossas aulas, foi dado à luz a um adjetivo, que ao crescer se tornou uma oração subordinada adjetiva. Quem não se lembra da aula do POR CAUSA QUE não existe? O professor enlouquecido com o mais comum dos erros de português, na língua falada, escandalizou em mais uma aula. Alguns deles, guerreiros de caras-pintada, escreveram em seus rostos a expressão POR CAUSA QUE NÃO EXISTE. E a nossa aula em que tomamos o Chá Valério, o chá da poesia? Tão boas nossas aulas. O clima era cada vez melhor. Percebi que as coisas estavam mudando, quando ouvi um aluno a dizer: “Fica, sor, dá mais um período para nós”.
Tomando Chá Valério
Certo dia, queriam ser campeões. E pediram que eu os ajudasse a chegar ao sucesso. Pediram uma ajuda. E uma ajuda teriam. Como disse o autor da Arte da Guerra Sun Tzu, “A estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruído antes da derrota. Nessa premissa, incentivei-os a criar estratégias e teriam que cumpri-la com muita disciplina. Como disse o professor, o Sr. Wenger, do filme A ONDA, “disciplina é poder”. Vestidos de branco, com o símbolo d’A Nova Onda, decidiram fazer a onda do bem. 



Comissão

Ensaiando Flash Mob
Os campeões masculino e feminino do FUTCESI 2012
Em ação, rumo à vitória


E ficaria a pergunta, inspirada na música desta turma, música que todos puderam ouvir, quando estes vencedores entraram por aquele arco. A música chama-se Long Live, poesia interpretada por Taylor Swift. Parafrasearei agora. Lembrem-se desse momento, nosso último juntos. A multidão de familiares e amigos está a enxergar os grandes vitoriosos, os reis e rainhas,  cujos nomes foram aclamados pelos que estão aqui presentes. Vocês estão a entrar numa nova era, novas descobertas, novas experiências. E hoje vitoriosos brindemos: “Viva às barreiras que atravessamos! Viva à magia que fizemos!”. Muitos puderam não acreditar e achar um absurdo o que fizemos. Encantamos a plateia, a cidade e mudamos o modo do mundo pensar. Vocês próprios deveriam se questionar, como se fossem Bastardos Inglórios que eram: “Por que nós, que andamos de jeans rasgados, não podemos ganhar o mundo?”. O mundo foi o que ganhamos. Eu tive o melhor momento da minha vida lutando com vocês. Porque a luta de vocês era a minha luta. A luta foi árdua. Posso dizer que consegui. Ganhamos muitas medalhas, alcançamos o cume da montanha. E hoje, mais que natural, estamos a receber nossos prêmios. 
EQUIPE CAMPEÃ
Viva às barreiras que atravessamos!
E com isso nossa história acaba aqui. Desde modo, ainda aqui, no ladinho de vocês, digo que a vida nos força uma despedida. Como disse Mário Quintana, “só peço que me esqueçam, mas bem devagarinho”. Evoluímos, nadamos, corremos o mundo com nossas histórias. O povo nos olhou e continua a nos olhar emocionados por quem nos tornamos. Lutamos contra uma montanha de fogo chamada Fire Whip, lutamos contra as ondas de Camboriú e dizemos: “Continuemos a nadar”. A 82 aprendeu em 2012, um dos grandes anos de suas vidas, que sonhar é possível. Que é possível encontrar dentro de si a felicidade. Olhar para a pessoa que está a seu lado e sorrir e dizer: “Estou aqui e estou feliz”. Caros familiares, não preciso lhes dizer que devem cuidem destes jovens preciosos. Não percam as esperanças neles. Sou vosso aliado para que consigam chegar ao impossível. E o impossível eles mesmos já provaram que é possível chegar. Como já disse o escritor francês Anatole France: “É-se rebelde, quando se é vencido. Os vitoriosos nunca são rebeldes”.





Sou grato, meus afilhados. Sou grato por tudo o que vivemos. Jamais pensei estar aqui. Quem diria que o terrível vilão estaria homenageando-os? Nossa história merecia ser contada.O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.” Meus queridos, agora estão prontos para continuar a caminhada. Caminhada esta sem mim. Sejam fortes e continuem acreditando em vocês. E quando o desespero aparecer, lembre-se de nossas aulas, de nossas batalhas, de nossas histórias e do nosso verso: “Somos a nova onda e viemos pra ganhar”

Homenagem ao Professor - Quebra de protocolo!
Alunos subiram no palco para cumprimentar o paraninfo

Evolução que todo professor deseja. Eles quiseram. E eu consegui. Obrigado!