Eis um texto muito recorrente na literatura dos apaixonados que extrai de um substrato, superestrato e de um adstrato. Autor, não julgo citar... tão célebre que minha figura aqui é reduzida a meras palavras soltas e sem sentido na tela de um computador. Leia-las.
Professora, quero que não se preocupes que não assumirei em público minhas ideias perambulantes a respeito dos olhares oblíquos do “professor” que avizinha a cadeira, o prédio, o trânsito. Não, nunca apaixonei-me por “professores”, nunca mesmo, pois as figuras maternas e paternas, “aparentemente bem representadas em mim”, foram bem encenadas no decorrer de minha vida. “Pois então”, “digo-vo”, “ ” professora, não me apaixono por “professores”. E repito, nunca o fiz e nem o “queria”, mas os olhares tão descompostos de um Capitu me salientam o permeio da ambiguidade da psique humana. Muito estudamos sobre a sociedade, “lemos” desde Platão e chegamos ao último romance recém lançado na livraria e todos estes falam de células, pequenas células “que” compõem uma comunidade de pessoas complexas que, através da ambiguidade “ , ” representam o desafeto de um mundo as avessas. Quem sabe, “o que acho muito difícil”, a professora não entenda essas aspas, mas eu as entendo, são “ambíguas”, sim, ambíguas, sem aspas, que representam o lado aleivoso dos espíritos inquietos dentro de si. Aqui, professora, sem aspas, digo-vo, que sou uma pessoa de bem, de bons sentimentos com o próximo, pois tudo o que faço é em prol do bem individual e coletivo, individual meu, e coletivo dos socialistas de plantão. Repito, sem aspas, quero como todos os viventes encontrar a pacificação da alma, mas se a minha pacificação é o custo do sofrimento e desconfiança do outro, digo-vo, não, não estarei no meu momento de pacificação, ou seja, abstenho-me de ser feliz, de me realizar, para deixar os fatos como deveriam estar, sem aspas, nem apóstrofos. Creio, que minha infância perdida, minha pulsação esquecida e meu coração escondido possam derivar em aprendizados e condutas nunca dantes navegadas. Querido, Vasco da Gama, diga-me o caminho que me levam as Índias e me deixe persegui-lo, ensina-me, como um professor, os caminhos de olhares escuros, perceptíveis, porém adialogado que a ciência ainda não descobrira em tempos muito antes do barroco. Ai, quantas duvidas. Ser ou não ser, eis a questão. Eis o que os professores devem nos ensinar? Sim, devem, mas aqueles entre “ ”, entre sorrisos de quarta camada, de quartas intenções, de questionamentos ululantes, devem aprender com os alunos a arte da verdade, a arte do respeito, a arte da verdade, a arte do respeito, sem aspas. Sim, sofro, sofro porque julgo ter sido pego numa arapuca, cilada armada, de combinações estratégicas, logradas pela insídia armadilha de um ardil astucioso. Sim, combinem antes, depois me pegam... “...” . Mas deixo assim, sou uma pessoa de bem, e por ser de bem fico bem, saio bem, mas saio mal, pois minhas expectativas mal elaboradas tiveram maus resultados, que não repercutiram no bem ansiado, nem no bom amaciado. Mas sem amaciado fico feliz, mesmo não completo, incompleto, continuarei só sorrisos e esperar um aluno chegar. Viva a livre-docência, pois com professores, aprendemos muito. Fecha-se as aspas que não foram fechadas, nem abertas.
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