segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Magnânima

Sábado, 28 de agosto de 2010, meu primeiro dia, como posso dizer?, como um docente. Lá estava eu, ao lado da mestra mor Lígia Sávio, a Ligíssima. Como foi bom ser penetrado por ela nesse mundo palestreiro. Digo penetrado porque o assunto tratado era Marquês de Sade. Lá, pude enxergar pessoas fantásticas, amantes da literatura, alunos que desejavam estar ali. Pude verificar indivíduos nunca dantes visto: intelectuais participativos. Foi muito bacana fazer um pequeno esboço do romance sádico, Os 120 dias de Sodoma ou a escola da libertinagem. Divertido e de um humor negro, da qual sou muito fã, Sade encantava com sua literatura proscrita. Mas meu intuito aqui não era falar desse evento fenomenal na minha vida. Mas sim exaltar Palas Atena, Lígia Sávio, mulher fantástica que conheci ainda no 3º semestre de graduação, láaaaaaaaa na cadeira lusófona – Literaturas de Língua Portuguesa. Ah os tempo de Carlos e Joaninha; de Ricardo Reis e Lídia; Simão, Mariana e Teresa; Rami; a morte e a gadanha; a ventoinha fálica; Ana Deus Queira; Porém, muito depois disso foi que nossas relações de estreitaram: sim, após ter sido seu aluno, e depois de ter sido seu aluno a saudade batia no peito e hoje regresso à mente de Minerva. Foi um sabor recebê-la outrora em minha casa; junto de amigos queridos, vê-la exoticamente, como um fiel membro da Cidade Baixa, em meu aniversário. Tê-la como amiga e ouvir as histórias que Ovídio não pode me ensinar. Apresentar-me “os antros” da Lima e Silva (essa é ótima). Tudo um escândalo. Passeios com Thor. Excursões em bibliotecas na companhia de Bárbara, a Barbaríssima, que conta com a presença do famoso genrinho. Viva o casamento! Tudo peripécias platônicas monumentais. Turismo no coupé de Aníssima, na presença de Carlos meu herói (hahahahahah): conversas malditas! Vídeos para Marguerite Gautier. Templo positivista: viva os rebenques da vida! Houve o dia em que estávamos no elevador da biblioteca, subindo, e tão subindo que tudo ficara escuro e o pavor tomava conta naquele mistério. A porta se abriu e o espaço utópico estava na nossa frente, como naqueles mostrados por Edgar Allan Poe. Sim, era o andar clandestino da biblioteca, o andar abandonado. Não, não tão abandonado, pois existia ali um sofá aparentemente novo, um sofá aparentemente novo no meio daquela imensa sala clandestina e escura. (hahahahahahah – GOZO PROSCRITO). Saiba Ligíssima que quando crescer quero ser como tu. Até parece poesia barata essa linguagem que uso, mas é o que de mais caro posso repisar de dentro de mim. Também não é seda, nem confete, mas sim um símbolo da minha admiração e respeito a tua personalidade fantástica. Sei que muitas vezes te tiro da sala dos professores, que as vezes me comporto importunamente, mas tudo são excessos de admiração. E não puxa saquismo! Digo isso para os invejosos de plantão, que pensam que sou dessa espécie de falsos amigos. E como dizia François Villon: “SEJAM FRITAS AS LÍNGUAS INVEJOSAS”. E digo mais, depois eu as como com ervilha. Usurpo e rasgo. Sim, Ligíssima, vivamos mais aventuras malditas e francesas. Beijos suaves no coração. Ahahahahahahahaha – GOZO SANCIONADO.

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