sexta-feira, 11 de junho de 2010
O que se passa?
Não sei o que meus sentimentos querem, nem o que o outro deseja salientar. Só sei que não consegue salientar nada, e isso me deixa confuso. Confuso porque um ponto de interrogação as avessas me é colocado na mente e me faz mascarar tudo o que há de verdadeiro e não-corrosivo na existência social a dois. Dois? Não, agora somos um. Um? Não, ainda somos dois. Dois que ainda não se viram, e me parece que não hão de se ver. Dois que perdem o tempo com divagações sobre o que somos e o que queremos ser. Tanto para nós mesmosquanto para o outro. Mas que outro? Só sei que passo por todas as confusões nessas semanas de outono. O outono lá fora é o mesmo outono que se passa dentro de mim. AS FOLHAS ESTÃO MORTAS. Meu Deus, isso até parece Werther. Viva Goethe! Mas não se preocupe, não vou me matar, Carlota. Carlota, tu não merecias que eu fizesse esse sacrifício por ti, mas digo que era inverno. E se era inverno, era inverno dentro de mim também. Eu, meu eu-lírico, meu eu-poético, só diz que dentro de uma semama é inverno, e com a chegada deste tudo terá um fim. Mas suspeito que esse fim já fora decretado, mesmo antes de um início. Sim, mesmo antes de um início. O par de que compõe o dois não deu chance para que o um conhecesse o outro um, e esse um quer paz, nada mais. Esse um estava tão quieto, rodeado de amigos... Maldita fotografia, maldita amostra de viagens portenhas. Por que estava eu lá para que me visses? Tire-me desta foto, tire-me da praça de Mayo. Queria desaparecer da fotografia, para que a história não existisse; não queria ser óbvio em querer voltar no tempo e remediar por algo que passaria a me desassossegar três anos depois. Porém, fui tão feliz naquela fotografia. Isso, mudei de ideia. Fui feliz e assim continuarei sendo, pois não sou de esperar que as coisas aconteçam. Chega! Só queria um valor a uma pergunta, cuja resposta é óbvia ao que se passa.
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