O ti, nada mais é que um pronome sem função, sem função vital, pois cansei de um ti que nada mais faz. Por que extinguiram a pobre trema e não tiraram a crase? Hoje, gostaria que o coitado do ti, tão desprezado, sozinho, abandonado, fosse enfim colocado a seu lugar, a uma particula que nada serve, uma particula que não tem valor. Alguns linguistas conversam sobre o ti. Creio que Chom...ky perca seu tempo tentando criar estruturas para essa particula. Chega de divagações. Isso tudo pode até parecer ambiguo e cheio de mensagens subliminares. Oh!!!
Mas a linguagem falada ou escrita foi feita para quê? Para ser falada ou escrita. Clarice Lispector, minha Macabéa, começou o livro com um sim. E a mesma obra terminou com a mesma partícula. Para mim é muito estranho uma histórica começar com um sim, e terminar com palavras ao vento. Palavras ao vento. Isso. Isso. Isso. É claro, é obvio. Mas essa obviedade não vou declarar aqui, não merece, nada merece, ninguém merece palavras desrespeitosas, ou gestos desrespeitosos, ou indiferença, mas digo que prefiro começar com um não e terminar com um não. Mas o que quero criticar se também começei com um sim, e agora sou do partido não? Sei que esse sim não me merece agora, não me merece mais. Enfim, eis o não, eis um não que nos impulsiona para um, novo sim, para um novo ti. Só tenho algo de derradeiro e inoxidável a declarar, porque só quero um amor de verdade, sem aquele ti. Sem ti.
Nenhum comentário:
Postar um comentário