Caros leitores-seguidores... vou contar agora, um fato que ocorreu em minha vida, ainda nesta manhã. Lá estava eu, junto à equipe, organizando um evento que reuniu todos os Diretores de escolas estaduais de Porto Alegre. Criei o Power-point. Fiquei responsável pelo passar dos slides e do Hino Cacional. Quando o horário deu o sinal, e com a chegada do Secretário Estadual de Educação, José Clóvis de Azevedo, percebemos todos uma grande tragédia: os microfones não funcionavam. O evento ocorreu na Escola Parobé, em Porto Alegre. Tudo tinha sido testado, visto que o som funcionava muito bem quando passava a Banda Marcial Juliana, a banda marcial do Colégio Júlio de Castilhos. Visto esse terror, o vice-diretor do Parabé, engajado com a causa, e com seus equipamentos, pediu que eu fosse até a sala dele e pegasse outro equipamento. Estavam todos já sentados, aguardando o início dos trabalhos. Corri rumo ao equipamento. No meio do trajeto, um colega gritou por mim, informando-me que o som tinha sido restituído. Quando regressei ao auditório, cercado por uma plateia com mais de 250 diretores, a minha Coordenadora, que emanava sua voz no microfone, disse a todos: “Chegou o homem do Hino”. Mal sabia eu que efetivamente seria o HOMEM DO HINO. Não obstante, pus-me no meu semi-gabinete, e disparei o play para que o hino fosse gritado para toda Porto Alegre ouvir. Não, Porto Alegre não ouvia. O silêncio era ensurdecedor. A máquina não queria fazer com a pátria amada aclamasse suas cordas-surradas da educação. Usei de outros artifícios tecnológicos. Tudo em vão. Logo disse a minha Coordenadora com tom blase: “Não deu!”. Como num bambolê, esta disse a todos: “Não deu, pessoal. Vamos cantar, de pé, o Hino Nacional”. AGORA O HOMEM DO HINO ENTRARIA EM CENA. Observe, leitor-seguidor. Como um bom Ramones, one, two, three, four... “Ouviram do Ipiranga...” Cantávamos todos. Foi muito bonito e emocionante. Certo momento da grande solenidade à flâmula, minha Coordenadora fazia gestos discretos com as mãos. O sinal não-verbal de girar os dedos me deixou um tanto descofortável, pois não entendia o que a chefe me dizia por baixo dos momentos protocolares. Mal sabia eu que estava fazendo a maior gafe à sociedade brasileira.
O evento se deu com compensador sucesso. O microfone passou a funcionar. Os slides deslizaram com paz no futuro e gloria no passado. Discussões se deram para a melhoria da educação da 1ª Coordenadoria Regional da Educação.
Depois, com o fim do evento, levamos o que restou de salgadinhos e docinhos para a Coordenadoria. Lá, todos em volta dos deliciosos acepipes, chegamos ao ponto em que eu entrei em pauta. Falavam sobre a quebra de protocolo que eu cometi na frente do Secretário e na frente de todos os Diretores. O que era, Meu Deus? Eu, o próprio, no suor das ânsias do Hino não ter tocado, e também por estar na frente de tal autoridade oficial, cantei, como o varão à musa, o Hino Nacional de costas para a bandeira. Sim, leitor que me persegue e ri deste evento, ou que antegozas a minha volúpia. Era por isso que minha Coordenadora, durante um ato tão solene à pátria salve-salve, girava os dedos para que eu me recompusesse.
No final, como uma boa chave de ouro, disse: “É que do outro lado estava a bandeira da França, minha gente. É por isso”.
Todas caíram numa gargalhada protocolar.
Fim.
O evento se deu com compensador sucesso. O microfone passou a funcionar. Os slides deslizaram com paz no futuro e gloria no passado. Discussões se deram para a melhoria da educação da 1ª Coordenadoria Regional da Educação.
Depois, com o fim do evento, levamos o que restou de salgadinhos e docinhos para a Coordenadoria. Lá, todos em volta dos deliciosos acepipes, chegamos ao ponto em que eu entrei em pauta. Falavam sobre a quebra de protocolo que eu cometi na frente do Secretário e na frente de todos os Diretores. O que era, Meu Deus? Eu, o próprio, no suor das ânsias do Hino não ter tocado, e também por estar na frente de tal autoridade oficial, cantei, como o varão à musa, o Hino Nacional de costas para a bandeira. Sim, leitor que me persegue e ri deste evento, ou que antegozas a minha volúpia. Era por isso que minha Coordenadora, durante um ato tão solene à pátria salve-salve, girava os dedos para que eu me recompusesse.
No final, como uma boa chave de ouro, disse: “É que do outro lado estava a bandeira da França, minha gente. É por isso”.
Todas caíram numa gargalhada protocolar.
Fim.
AAAAAAAAii!! Ameeei!!
ResponderExcluirAlex Valery de Paris, gentee!!
Ele é demais, até escreveria em Francês aqui se soubesse um pouquinho além da língua do Uncle Sam!!!
Tu és um arraso, Homem do Hino!!
Sonhei essa noite com o homem do Hino.
ResponderExcluirTão meu amigo ele!
A tua resposta final foi o máximo. hahahahhahaaaaaaão
Tão óbvia me parece agora a tua posição de 'espalda' para a nossa bandeira do BR... A França explica td!
Terça-feira, chuvosa, temperatura abafada, o único barulho que o meu celular é capaz de emitir é um "bip" avisando a bateria fraca. Em um dia assim, tão sem novidade e graça, lendo as notícias do yahoo e horóscopo na esperança que a sorte mude, deparo-me com este post, que fez-me divertir e rir em frente esta tela.
ResponderExcluirE de repente, o dia já não me pareceu assim, tão chato. Em homenagem a isso, ficarei cantando mentalmente "Allons enfants de la Patrie..."
Beijos,
Dieniffer.
Mais um episódio admirável das aventuras de Alex Valery de Paris. O homem de todos os hinos. Perfeitoo!!
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