Mas, antes, continuemos a narração travada.
Sabe-se que Cléia e eu andávamos pelo Boulevard Saint-Germain à procura do Café de Flore. Como tínhamos deixado o endereço no hotel, não sabíamos para que lado ficava o café. Em Paris, as numerações dos prédios e residências são por ordem (um, dois, três), diferentemente como é em Porto Alegre, uma desordem aleatória de números (que em sua média se resume de dez em dez). Logo, o achamento do Café foi uma dura caminhada. Andávamos entorpecidos pelo grande Boulevard, o boulevard mais intelectual e elegante da capital francesa. Cândida, a amiga dos teleféricos perdidos, comprara seu calçado na lojinha Côte a Côte com pleno sucesso. Quando esta pensara que poderia simplesmente ver o preço de uma sandália, pegá-la e ir ao caixa para pagar, chegou à conclusão que as coisas eram mais simples ainda, pois a vendedora que a atendeu falava a última língua do Lácio. A atendente era de Cabo Verde. Enquanto travavam uma conversa na mesma língua, em Paris, Dieniffer entrava em processo de desencarne; mas um trespasse em grande estilo. Mas não. Mentira. Ela aguentava, em escuro silêncio, os gritos que de seu corpo quase impulsante. Fora Lindy quem percebeu o estado de nossa amiga. Mais tarde estávamos nós, todos, com as últimas forças de turistas não alimentados, em direção ao café existencialista. Inicialmente, para nos coordenarmos, tivemos, Cléia e eu, pedir auxílio a duas francesas. Abordei-as e falei:
— Je voudrais Café de Flore. Jean-Paul Sartre. Simone de Bouvoir. Sil vous plaît.
Elas faziam cara de quem não sabia o que era o Café, o café mais conhecido do mundo. Falavam algumas coisas em francês, outras em inglês. Uma vez desacreditadas, fomos andando pela mesma rua da loja Côte a Côte. Quando andávamos, as duas francesas vinham, desesperadas, gritando por nós.
— Vous voullez... vous vollez. Garçon. Garçon.
Olhamos para trás. Elas queriam nos convencer que a ir a outro café, visto que o distrito era apinhado deles. Agradecemos. E elas se foram.
— Que amor as francesas. Estamos encantados — eu disse a Cléia. Agora sim, todos novamente, e Dieniffer quase sem pulso, e muito discreta em seu caso clínico (ou a minha total insensibiliade). Fomos andando, e andando, e andando, e andando por aquele boulevard. Quando até eu estava já me entregando, a luz da História me guiou até X do tesouro. Deparamo-nos na Place Sartre-Bouvoir.
Estamos perto. Muito perto. Alguns passos depois, felizes da vida, adentramos ao café. Sentamo-nos. Quando descansava naquela poltrona pensava: “Será que Sartre se sentou nessa mesmo estofado?” As meninas foram ao toilette. Enquanto isso eu ia observando as pessoas. Algo de muito estranho acontecia ali. Tive uma leve sensação que eu era um estrangeiro ali dentro. A forma como as pessoas se portavam e se vestiam era muito além daquela que eu me comportaria e/ou me vestiria para ir tomar um simples café. Tive a nítida sensação, ali, que estávamos, não num simples café. Os garçons passavam por nós e não nos atendiam. Decidimos subir. O garçon apareceu. Não nos abordou. Ficou parado. Depois entrou um casal de idosos. A velhinha, quando se sentou, alinhou os cabelos. Ficamos, os brasileiros, e o casal de velhinhos de não sei de quê lugar do mundo, esperando ser atendidos. O garçon parado como um obelisco da Place Vêndome. Este, rendido pela cultura, foi até uma caixinha e dali pegou os menus. Entregou a nossa mesa e a dos companheiros da terceira idade. Frente a esse impasse cultural, as risadas foi o que somente me restou. Mas essas risadas cessaram no momento em vi o preço dos pratos. O meu Croque Monsieur custava €10. Para uma simples coca-cola era necessário desembolsar a bagatela de €6,60. Jamais pagaria R$15 por uma lata de refrigerante.Um café da manhã custava €25. Quase cinco vezes mais que o mais saboroso café-da-manhã que tomamos em Montmartre. Chegamos a conclusão que deveríamos sair dali. Mas como isso se daria? A luz aconteceu quando o casal de velhinhos levantou-se, o senhor falou algumas palavras entre risos e desceram as escadinhas. Entramos na onda da debandada. Levantamo-nos. Cleia fez uns trejeitos de falta de compreensão do menu (até poderíamos almoçar ali, mas pedir um prato, com nome em francês, evidentemente, e não saber o que pediríamos e pagarmos por isso muito caro – para um turista estudante universitário...). Fomos embora.
Pegamos o metro na estação Saint-Michael. Descemos na Châtelet. Na conexão com a linha amarela, descemos na estação LOUVRE-RIVOLI (estação que está dentro do Museu do Louvre).
Porém, com as inúmeras saídas, acabamos nos deparando com a saída para a rua, na Rue de Rivoli. Corremos para um café. Entramos num charmoso café.
Uma atendente muito simpática nos atendeu e nos acomodou numa mesa de janela para uma estreita e típica rua europeia. Ela ainda me ensinou a falar francês. Muito se falava que os franceses não tratam bem os turistas. Cada caso não deve ser avaliado generalizadamente. Das duas vezes em que estive nessa cidade, sempre fui bem tratado pelos irmãos parisienses. Pedimos nossos alimentos. Lindy pediu salsicha com fritas (prato preparado, tipícamente, por Lise Macquart, do romance de Le Ventre de Paris, de Émile Zola). As meninas pediram Lasagne. E eu, evidentemente, provaria o misterioso Croque Monsieur. Os pratos chegaram loucos para serem devorados. Quando deparei-me com o que eu pedi, um susto tremendo de quebra de expectativa me sugou: o tão aguardado Croque Monsieur é, nada mais, nada menos, do que uma torrada. Uma torrada bem trabalhada, com queijo prensado dentro e fora do pão.
— Lindy, poderia me ceder, para eu provar, algumas batatas e um pedacinho dessa salsicha?
Fomos andando pela Rue de Rivoli, um dos cortes mais Reais (de realeza) de Paris. Andávamos por uma das arestas do Louvre. Assim que vimos um dos arcos disponíveis para transpor, o fizemos e do outro lado estava a Pirâmide de entrada no Museu. Cândida chorava, desacreditada por estar ali.
Entramos. As meninas pagaram €9,50 para ingressar. Eu optei por ir ao Musée D’Orsay. Deixei-as. Marcamos de nos encontrar, pontualmente as 18h na frente da Pirâmide, justamente na placa que diz Musée du Louvre.
Era 17h15min. O D’Orsay fechava pontualmente as 18h. Eu tinha que entrar para ver pelo menos alguma peça de Monet, Manet, Dégas, Cézanne. Eu tinha que pelo menos ver O ABSINTO. Uma ansiedade quis me dominar quando me vi sentado, sozinho, um brasileiro sozinho numa estação de metro. Com o mapa na mão entrei no Louvre-Rivoli. Eu sabia que o D’Orsay ficava perto do Louvre, mas não lembrava o quanto. No metro, decidi descer na estação Concorde. Tomei a rua. Olhei para o longe e lá estava o Sena (o museu beira o rio). Para ter certeza, abordei um garçon, tipicamente francês, levemente delicado, afeminado, loiro, fumando um cigarro, escorado numa banca de revista fechada.
— Bonjour. Ju voudrais Musée D’Orsay, sil vous plaît.
O rapaz me falou uma porção de palavras. No meio delas, muitos gestos que me direcionavam.
— Merci.
— De rien — disse ele dando uma tragada.
Fui me dirigindo ao Sena. Quando me aproximei vislumbrei o museu do outro lado. Estava no Quai des Tuileries. Os carros andavam em alta velocidade. Não havia sinaleira para eu atravessar. Nem se quisesse poderia, pois havia uma cerca que me impediria. O Jardim das Tulherias se manifestava ao meu lado. Andava o mais rápido que conseguia. No relógio: 17h45min. Não adiantava. Eles colocam todos para fora assim que o museu fecha. Ia olhando para o D’Orsay. Seria da próxima vez, dizia conformado. Lembrei-me da primeira vez que estive em Paris.
Andava de bicicleta por toda a cidade. O filho de Lúcia e eu. Passamos quatro horas pedalando. Percorremos quase todo o Sena que compunha as arestas de Paris. Naquele dia saímos do apartamento, alugamos a bicicleta no Boulevard Sébastopol, perto do Centre Georges Pompidou. Pedalamos pela Rue de Rivoli, passamos pelo Louvre, pelas Tulherias, passamos pelo D’Orsay, trafegamos o túnel des Invalides, passeamos pelo Campo de Marte, vislumbrando a Torre Eiffel, nos deparamos com Hôtel des Invalides, Place de la Concorde. Almoçamos um crepe na Notre-Dame de Paris. depois continuamos pedalando pela margem do Sena até chegarmos ao 13º distrito, onde fica a Biblioteca Nacional da França. Voltamos tudo. Passamos pela Bastilha. Hôtel de Ville. Quando estávamos chegando em casa, na rua do nosso apartamento (que alugamos na época), na Rue Notre-Dame de Nazareth. Padalávamos, já cansados, quando a Polícia Francesa nos abordou e mandou que parássemos. Eu, com cara de apavorado, simplesmente respondia um Je ne parle pas francais. O policial me fazia mais pergunta. Eu acenava um não e voltava a dizer que não compreendia o francês. O tira simplesmente entoou: Nattion? Eu respondi, e ele não esboçou nenhum tipo de preconceito. Ele começou a explicar a nossa arbitrariedade. Eu, apavorado, não entendia. Gabriel, o filho de Lúcia, compreendeu a charada. Nosso erro foi ter andado na contra-mão (coisa que fizemos o dia todo). No final, não ganhamos a multa de Cem Euros que nos seria imposta por infração de trânsito.
Cheguei na ponte que dava acesso ao Musée D’Orsay. Mas era 17h50min. Assim que cheguei à porta das Tulherias, quase dei um grito de horror, pois o que separava os dois museus era a ponte que ficava antes do Quai Voltaire.
Entrei no Louvre pela pirâmide. Andei pela livraria que lá havia. O Museu fechou. Fiquei transitando ainda o quanto pude. Estava chateado por não ter acessado o D’Orsay.
Na saída, as meninas me esperavam. Estavam chateadas por não terem visto a Vênus de Milo. O tempo era verdadeiramente um inimigo.
Depois fomos à Montparnase. As meninas queriam conhecer a Galerie Lafayatte, que neste distrito, fica na Torre Montparnase. Estava fechada. Domingo não há comércio.
Pegamos um metro. Descemos na estação Bir-Hakeim. Fomos nos despedir da Torre Eiffel. Lá, na beira do Sena, compramos um ticket para passear de barco pelo rio. Com o cartão de estudante internacional ISIC paga-se apenas € 5. Uma hora de intenso passeio. Músicas, explanações sobre os pontos turísticos, o passar de baixo da ponte, a bandeira da França agitando no bateau.
— Opa! Temos então um bom candelabro italiano. Cinco numa cama não seria nada mal. É hoje que temos um bom ménage à trois. Vamos beber todos e iremos nos divertir num bom sexo transgressor — eu disse em som alto, pensando que se tratavam de alemães, ou americanos, ou finlandeses, ou russos — Elas devem ser lésbicas, ou todos bissexuais. Isso, lésbicas e bissexuais.
Claro, querido leitor, que as coisas não são tão simples, ou não tão óbvias. Tu deves imaginar o terror que eu tive após pronunciar essas palavras, em alto e bom som. Sim, queridos leitores-ansiosos, eles passaram a falar alto, no meio daquela agitação dionisíaca, vendo a Torre Eiffel na frente, toda iluminada. Sim, leitores-espertos, eles e elas falavam em LÍNGUA PORTUGUESA. Logo, eles ouviram nitidamente tudo o que eu os falava.
Enquanto isso na linha 12 do metrô...
Lúcia, Thais e Tia Cida voltavam do passeio que fizeram de Barco no Rio Sena. Estavam cansadas. E insatisfeitas por não terem comprado os cremes que desejavam na Galerie Lafayette da Boulevard Haussmann.
Enquanto isso no Hotel Paris XV...
Marcela e Deisy refletiam, com pés descansados, o futuro incerto de Marcilene. O relógio do laptop indicava nove horas e meia da noite.
— Onde está Felícia?
— Ela sumiu.
— Não podemos esperar para saber da ideia de Felícia. Vamos tomar uma providência, já.
Era a hora de chamar a polícia francesa.
Enquanto isso no Boulevard Sérurier, no Parc de la Villette, uma mulher loira, munida de uma bolsa e uma câmera digital, corria perdida na noite escura do 19º distrito. Corria desesperada, gritando por ajuda, quando uma outra mulher, de andar duvidoso, aproximou-se dela, piscou-lhe o olho, sorriu de soslaio e... Ela saiu correndo, a bolsa caiu no chão, mas a câmera ficara presa em sua mão. A loira gritava. O mulher misteriosa andava atrás dela. Pegara-lhe a bolsa. Mexia no que existia dentro. Uma corrida alucinada. Um táxi surgia insuspeito na Avenue Jean Jaurès. Help me! Help me! O táxi não parou para aquela mulher que corria com uma câmera digital na mão. A misteriosa passante do Parque de la Villette pegou-a pelo braço, esta gritava de terror. Não havia um turista sequer. Não havia polícia que a protegesse. Iam andando Rue D’Hautopoul. Um pequeno cemitério se mostrava ali. Entraram. A mulher gritava desesperada. A misteriosa simplesmente falou:
— Morra, sua MONSTRA. Morra — disse uma mulher cuja sombra dava um tiro a queima roupa na turista da câmera digital.
A mesma sombra corria e entrava na estação de metrô OURCQ, ali perto.
No dia seguinte esse era o grande mistério de Paris. Digno da obra de Eugene Sue.
O passeio tinha acabado. Os olhares continuavam cheios de mistérios. Cândida disse:
— Elas estão percebendo os olhares. Vai dar briga. Vai dar briga.
Todos iam andando, numa fila, para sair do barco. O rapaz dos olhares furtivos olhava para trás. As mulheres o seguiam. Quando todos saímos do barco, as meninas decidiram ir ao toilette. Alguns minutos depois ficamos na porta do barco, quando um dos rapazes, o mais extravagante surgiu perto de mim. Gelei-me. Não tinha reação. Todos os meus movimentos congelaram. Cândida falou baixo que era para eu me cuidar, pois a mulher estava atrás de mim. Discretamente, olhei para trás. Sim, uma delas estava passando por mim. Trocamos olhares. Insisti olhando para ela até que, envolvida por uma súbita timidez, ela baixou a cabeça. Um minuto depois os quatro iam embora, iam embora sem o meu ménage à trois.
Saímos dali, pegamos o metro e quinze minutos depois estávamos no Boulevard Victor, num charmoso restaurante. Jantávamos. Brindávamos a grande aventura que chegava ao fim. Comemorávamos a amizade que tínhamos fortalecido durante essa grande jornada.
— Às lembranças de tudo o que vivemos. À nossa duradoura e sólida amizade. Que assim seja!
Chegando no Paris XV, dando mais gargalhadas, e por essas gargalhadas, Marcela e Deisy apareceram na janela do quarto e nos disse:
— Marcilene desapareceu. Lucia, Tais e Tia Cida chegaram agora a pouco. Mas a Marcilene não chegou até agora.
Subimos imediatamente para o quarto delas. Ficamos conversando coisas que ocorreram no dia. Meia-hora depois, bati no quarto de Lucia, Tais e Felícia. A porta se abriu e lá estava ela, Marcilene, com a câmera na mão, descarregando mais de duas mil fotos (que tirara durante aquele dia).
— As meninas disseram que iam chamar a polícia. Onde tu estavas, Marcilene?
— Quando eu me vi perdida no Louvre, dei vários passeios. Claro que fui a Monalisa. Depois peguei um taxi numa rua e falei para o taxista: “Notre-Dame”. Rapidinho ele me deixou lá. Entrei na Igreja. Que linda a Catedral. Belíssima. Depois fiquei andando pelo margem do Sena. Não sabendo para onde eu ia, acabei voltando para a Catedral.
No dia seguinte estávamos todos no aeroporto. Voltando para o Brasil.
Dieniffer e Tia Cida embarcaram num voo Easy Jet com destino a Veneza.
Fizemos uma conexão em Lisboa, num voo turbulento. De Lisboa para o Rio de Janeiro. Do Rio de Janeiro para Porto Alegre – com escala em São Paulo.
No voo Lisboa-Rio, Marcela, Deisy e Marcilene ganharam champagne da primeira classe. O hospedeiro era um efeminado do tipo Jacques Leclair, que usa desse subterfúgio para seduzir as mulheres.
Esse mesmo hospedeiro chamava para todo o voo ouvir que Cléia era uma mulher perigosa.
Lindy e Cândida voltavam felizes para casa.
Lucia e Tais apertavam as mãos. Tinham cumprido mais uma viagem juntas.
Felícia e eu riamos de todas as situações. Inclusive quando um dos hospedeiros acordou-me para servir o jantar. Eu não despertava. Ele então usou de recursos mais incisivos para eu sair do sono. Assim que meus olhos abriram dei um pulo no hospedeiro, pedindo-lhe desculpas. MALDITO HOSPEDEIRO. QUANDO EU TINHA CONSEGUIDO DORMIR, ELE ME ACORDOU. MALDITO.
Essa foi a nossa viagem. De imensa emoção, de inúmeros aprendizados, de grandes pretensões. Deixávamos para trás cidades que proporcionaram momentos de realização pessoal. Fomos a fundo na cultura, nas trocas de informação, conversamos com pessoas que vivem e nasceram lá. Encontramos pessoas de Porto Alegre. Da Romênia. De Cabo Verde. Da Itália. Da Sérvia. Da Costa do Marfim. Gaúchos que moram na Austrália. Alemães perdidos em metros. Sim, fomos felizes, e deixávamos um pouco desta felicidade nas cidades que freqüentamos, pois agora somos parte da história desses lugares. Um dia eles ali voltariam, sim voltarão. Juntos não sabem. Mas lá voltarão e resgatarão aquela pequena felicidade que angustia o retorno. Quem vai uma vez, tem a sede do retorno. Quem vai duas, deseja morar lá. Quem vai uma terceira, quem sabe fica para sempre. Mas isso não é regra. Cada experiência é única, cada vivência é um olhar no limiar dos acontecimentos. Dentro do avião TAP PORTUGAL eles não voltavam os mesmos de quando lá chegaram. LISBOA, VALÊNCIA, GANDHIA, BARCELONA, SAINT-JOAN DESPI, PARIS. Elas mudaram suas vidas para sempre. O que mudaram quem sabe ainda não perceberiam. Mas um novo olhar para a vida teriam. As pessoas os olhariam diferentemente. Seriam pequenos-deuses que realizaram um sonho feito para todos. Ver Lisboa sob a visão do Castelo de São Jorge. Experimentar o Colégio Mayor Galileu Galilei. Banhar-se nas praias do Mediterrâneo. Desbravar Barcelona por cima. Tomar um café tipicamente da manhã em Paris.
Agora o mundo era deles. Cruzaram o Rio Guaíba, transpuseram seus maiores medos, lágrimas derramavam direto dos pés cheios de bolhas, cruzaram por pequenas tragédias que sempre ocorrem numa viagem, histórias intensas que somente ocorrem em viagens, esperaram ter o poder de ver todo o roteiro, correr contra o tempo, correr contra o corpo cansado, correr para o hotel no primeiro cansaço. Muito faltou. E por ter faltado é para lá que voltaremos, no dia quando nosso espírito estiver equilibrado o suficiente para lá voltar e sofrer novamente a lembrança concreta das experiências vividas.
NENHUMA VIAGEM É IGUAL A ANTERIOR.
VOLTEM. SERÁ TUDO DIFERENTE E MELHOR, ACREDITEM.
ASSIM FOI COMIGO, ASSIM SERÁ COM TODOS.
BOA VIAGEM...
Lúcia...
Fabiane... Marcilene...
Deisy ...
Marcela...
Tais...
Tia Cida...
Cléia...
Lembranças do Colégio Mayor Galileu Galilei... grande experiência...
Fiz parte desta história...
Av. de los Naranjos (em frete ao Galileu Galilei)...
Metro de superfície de Valência...
Aguardando o metrô...
Vista panorâmica de Valência...
Eu ando pelo mundo
prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodovar
Cores de Frida Kahlo
Corres...
Adriana Calcanhoto
Fim?
Evidentemente que não...
As aventuras hão de contunuar
até a próxima temporada!!!
Au revoir...
Querido amigo das Letras.
ResponderExcluirAmei o final da história e, de fato, retrata tal e qual como tudo aconteceu. Porém, algumas dúvidas pairam em minha santa mente:
1.Como Dienifer sobreviveu? Em que momento o soro levanta-defnto foi injetado na veia?
2.Quanto custou a “torradinha francesa” que não saciou vossa fome?
3.De que raça eram os brasileiros de olhares ciganos?
4.Que fim levou Felícia?
5.Sabe mais informações sobre a “mulher misteriosa”?
Agradeço se obtiver respostas!
Não posso deixar de lembrar que durante o voo Tap de retorno foi o momento em que mais trocamos confissões e alí toda nossa história se aprofundou em detalhes a serem comentados em outro post no meu blog. Aguarde...
Também sofri certas frustrações por não ter feito tudo que queria, desde visitações turísticas à outras atividades citadas em outro post que não consegui concretizar embora tenha tentado incansávekmente, mas isso tudo foi proposital para que na próxima vez tenhamos mais a realizar!
E é óbvio que não foi o vim, não vejo a hora de participar de mais peripécias aristotélicas pelo mundo!!
Errata: A pessoa estava lesada depois da leitura e escreveu tudo errado!!
ResponderExcluir1. levanta-defnto = levanta-defUnto
2. incansávekmente = incansáveLmente
3. vim = Fim
Aff!
As aventuras vão acabar? não há possibilidade de isso acontecer, diria um amigo meu. E o melhor de tudo é que todos os relatos, emoções, trapalhadas, "perdidas" serão postadas por aqui. Lindo encerramento dessa história mágica que só aconteceu porque os personagens foram especiais e fundamentais para o desenvolvimento desse enredo. Fico feliz e agradeço a ti, narrador onisciente, por ter nos proporcionado momentos tão bons e emocionantes, ocasiões que estão gravadas eternamente nos corações de quem as viveu. Entendo que os personagens dessa mirabolante narrativa ficaram modificados com a viagem, de um jeito ou de outro. Impossível ser igual. Imagino eu que eles jamais esquecerão o Colégio Mayor e os discursos indecifráveis durante as refeições, o banho de mar no Mediterrâneo, os passeios por Barcelona, a emoção de conhecer o Louvre, a Torre Einffel, divagar pelo rio Sena ouvindo as mais belas e emocionantes canções parisienses. Imagino também que alguns desses personagens tenham enfrentado e superado alguns monstros (os medos), bem como tivessem vontade de matar uma "monstra" em determinados momentos, mas isso foi uma missão para a mulher misteriosa (risos). Enfim, caro narrador deste blog, esperaremos ansiosos pelas mais novas peripécias que acontecerão pelo mundo a fora, espero eu poder desfrutar de tua companhia que me foi fabulosa. Obrigada meu querido amigo por existires e por seres tão especial.
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