segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Hoje escreverei para ti, minha amiga. Não sei que motivos fazem com que tu gostes de mim. Certamente gostas de mim não tanto quanto gostaste no primeiro dia. Mas sei que no segundo gostastes um poucos mais. E no terceiro um pouco mais do que no segundo. E isso ocorreu até o dia em que não poderia mais proporcionar novidades, pois já me conhecera de todo. Desde os pequenos gestos, entre eles a olhada de esguelha, ou quando estou andando para lá e para cá, ou quando mordo os dedos, ou o pior de todos, quando estou quieto. Mal nos conhecemos e já me revelaste que tinhas admiração por minha pessoa. Por eu fazer parte de um grupo de pessoas, ou por representar um status cultural que, na verdade, está na média daqueles com quem freqüento, tanto quanto tu. Mas que perante o conhecimento da ciência, pouco, e cheio de certeza, sei que pouco sei. Estava aqui no meu gabinete, sem nada para pensar, e acabei vendo nossas fotos, e nas fotos nossa história de amizade. A festa que freqüentamos. As viagens que fizemos. As conversar no telefone. As ajudas emocionais desconstrutivas. A motivação infundada. O quer bem sem limites. O respeito mutuo obrigatório. Muito aprendi neste ano, neste aprendi muito porque estiveste comigo, aquele ser que estava tão alto, mas tão alto, que um dia, lá pelo vigésimo dia percebera que eu era mais um marciano, um sísifo como qualquer outro. Sim, sou absurdo, sou até mau, mau-bonzinho, mau que chora, mau que ajuda, mau que se sacrifica. Disso já estas cansada de saber, sabes que muito faço por todos, e por mim, como um Alex Valério Poulain, tive uma ajuda: tu, minha amiga. Certamente se não fosses tu, neste ano, não seria tão feliz com teus elogios incontáveis. No furor do desespero que sofria, tu vinhas e dizia que eu era o máximo. Às vezes quando repetias pela enésima vez que eu sempre tinha a razão, ou tudo o que eu fazia era perfeito, eu chegava a desconfiar. Lembras quando indaguei sobre isso? E tu ainda disseste: mas é verdade o que te digo; tu não acreditas? — dizia-me tu. E eu ainda, na honestidade quase infantil, dizia, às vezes duvido. Viajamos, rimos, rimos de nós, rimos de ti, rimos dos palitos, da batata, do carrinho, do ballet no limo, do Pluto, rimos até dos choros aos pés do Ipiranga, rimos dos mapas que queriam ir para o hotel, dos pés cansados a procura de um restaurante, rimos de uma amiga perdida, que desejava simplesmente achar Esteio (só nós entendemos isso). Um texto imenso somente para dizer o quanto sou feliz a seu lado — até o dia em que não me agüentares mais. Mas não esqueças que te admiro muito, mas um muito com muita intensidade, pois foste uma guerreira, uma heroína na minha vida, tanto quanto foste na sua este ano, minha amiga Lindyssima.
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Anjo, então me fazes chorar em plena madrugada lendo tudo o que escreveste para mim? É normal. já estou acostumada à sensibilidade de Valeríssimo sempre muito aguçada. Sensibilidade entrelaçada à inteligência, ao carisma e, principalmente, ao poder de ajudar a todos que fazem parte de tua vida de uma maneira ou de outra, não importa. Estás sempre presente. Ainda não acreditas no que eu falo a teu respeito? Agora, creio que sim né? finalmente consegui te convencer de que tudo o que eu falo é a mais pura verdade, mas também entendo tua desconfiança porque em se tratando de opiniões alheias é sempre bom "desconfiarmos" ainda mais quando essas opiniões e elogios vinham de uma pessoa estranha acostumada a ideologias e convívios diferentes,mas que com todas essas diferenças, ela te admirava, mesmo que distante. Posso te dizer que essa pessoa é assim, do jeito que tu conheceste e quando conquista uma amizade especial feito a tua, faz de tudo para cultivá-la da melhor maneira possível,em alguns momentos ela até se torna chata porque algumas vezes quer voltar para o hotel. Hoje, essa pessoa, esse ser que vos escreve, ficou muito feliz por causa de palavras tão lindas e sinceras e eu, Lindíssima, te digo também com sinceridade que me tornei uma criatura mais desenvolvida espiritualmente, mais pensante, mais questionadora e até mais feliz! e tudo isso por uma razão simples e mágica, a razão de te ter ao meu lado. É simples porque foi uma aproximação normal e mágica, porque transformou minha vida. Lindíssima, com certeza é mais privilegiada do que Valeríssimo não tenhas dúvida. Enfim, já te agradeci inúmeras vezes por diversos motivos e coisas que fizeste por mim, mas esse gesto é o mais bonito e especial que podemos exercer, por isso, mais uma vez OBRIGADA por tudo!! por aquilo que escreveste e por mais um monte de coisas que não caberiam aqui, mas que tu sabes. Te admiro e te gosto com a mesma intensidade. E que o prazer da tua companhia me seja concedido por muuuuuuito tempo. Meu querido e amado amigo, Alex.
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