



Agora vou bancar a Janete Clair e contar uma série de cenas trágicas que ocorreu nos últimos dias. Com certeza, o leitor que me segue não tem o conhecimento destas aventuras que minha amiga L... (e não a mesma senhorita L... das peripécias aristotélicas pelo mundo) sofreu num sábado terrível. Quem visse diria: “Isso é uma trama de Edgar Allan Poe”. Mas não, era de Janete Clair.
L..., lindíssima como sempre, sai de casa para correr, quando viu seu cachorro Pluto deitado na rua, com ferimentos homéricos. Correu, como já era pretendido, até o cão. Chegou até o amigo e lá percebeu que o velho Pluto estava com uma fratura exposta. Uma São Silvestre ocorreu para acudir o pequeno amigo. A família de L... correu rumo ao veterinário. Dentro do carro uma outra tragédia: o cão, atormentado com as dores que sentia abocanhou a boca de L.... o pânico se alastrara e a velocidade do automóvel chegou a picos do espaço.
Lá no hospital veterinário o caso era desumano. Cães sem leito jogados nos corredores. Uma fila interminável de cãezinhos e gatinhos esperando atendimento na emergência. Isso fez com que nossa sofredora L... chorasse e contasse sua Odisseia aos demais familiares que acompanhavam seus amigos naquela empreitada. A comoção foi tamanha que todos da fila deram seus lugares ao atendimento emergencial.
Quem atendeu Pluto foi uma cadela que mal deu valor aos sentimentos do sofrido cão. E ainda por cima esfaqueou o bolso da nossa amiga L...
Para piorar o que já estava mal, o retorno para casa seria um novo episódio nessa tragicomédia. Assim que L... saiu do carro, com a trilha sonora CANTO DELLA TERRA (RADIO VERSION), de Andrea Bocelli, a moça resvalou numa pedra que nunca saiu do lugar, e sabemos que pedra que não se move? Cria limo. Era limo para todo o lugar. L... deslizava, deslizava e deslizava no limo. Ao fim do trajeto percebeu que seu dedo, o dedão (como se diz), estava fraturado, contundido, torcido, furado. Quando entrou em casa, olhou-se no espelho e se assustou: seus lábios estavam carnudos de tão inchados.
A última vez que vi L... ela parecia Lady Gaga em Paparazzi na cadeira de rodas andando com um carrinho especial que transita pelo campos da faculdade quando há alunos debilitados. E ainda, quando passou por mim, deu uma buzinadinha. Assim que saiu do Janete Clair Móvel pude dar um FELIZ ANIVERSÁRIO para ela.
No presente momento, não estão recuperados, cão e dona, mas passam bem e sobrevivem ao caos do cotidiano.
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