Em 2013, decidi ter somente a meu lado quem se importa comigo. Chega daquela falta de intimidade. Sou intimo sem ser. Não gosto de conhecidos. Gosto de ser amigo. Superamigo. Gosto de sofrer junto. Gosto de gargalhar junto. Não sei ser pouquinho. Sou ciúmento. Tudo para mim e tudo para a coletividade. Espero que o leitor critico tenha entendido o sentido. Não gosto das desculpinhas de falta de tempo. Isso é o império da falta de respeito ao outro. O dia que pensarem que sou aparvalhado poderão ser considerados homens que ganharam tempo, uma vez que aparvalhados são vós que perdem o tempo tentando enganar-me. Certo dia perguntei a uma amiga, hoje conhecida: "Como estão os planos?". Ela respondeu: "Indo". "Que planejas para o futuro?" "Ideias". Por favor! Ando sem paciência para pouco caso. Minha mãe me ensinou que jamais devemos contar nossos planos às pessoas. Eu não acredito nisso. Sou de contar tudo o que acontece na minha vida ou mesmo meus planos para meus amigos. Conto para eles, pois, se são meus amigos, vibrarão com a minha felicidade. E tudo dará certo e sempre deu. Gosto muito da minha vida. Jamais colocaria olhos gordurosos nos planos de meus amigos, hoje conhecidos. Ou quem sabe, desconhecidos?
Como ia dizendo, estou racionalizando o número de pessoas. A paciência é finda, o teatro (dos outros) é demais. E eu não vim ao mundo para plateia. Cada um que seja dono de seu palco. Minha comadre, com quem convivi por longos anos de minha jornada, disse: "A gente não vive, a gente estreia". Bah" fiquei a fim de estrear. Quero reciclar. Quero que as pessoas me telefonem e contem as novidades, que dividam os problemas. Quero uma troca sincera, uma troca de olhar verdadeira, sem que nada de obscuro e medroso seja visto por mim. Sim, vejo o medo. Vejo porque sinto o medo e o obscuro do ser humano. Chega de tanta doença da alma! Chega de tantos não-me-toques.
Chega de amizades não sinceras. Chegas de larvas rastejantes. Chega de mistérios insondáveis. Chega de pensar em pessoas que nem ao menos nos telefonam, ou quando fazem, MESES DEPOIS, dizem o alô como se nada, ou tudo, ou meses, não tivessem rolado na inodora água do dilúvio.
Viva o futuro sem desconhecidos! E acabo por aqui. PONTO FINAL.
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