Por que me tratas
assim de maneira tão vã? Olho para ti, e teus olhos, tão pedintes, me oferecem
todo o bálsamo das paixões incontroladas. Farei isto: esquecer-te-ei e
cortar-te-ei de minha lista de paixões funestas. Dispenso-te de todas as
incumbências da verdade. Vivamos separados. Assim, poderei respirar com mais
propriedade, portanto, viverei plenamente o individualismo cujo amor ainda me
abastece. Não quero arriscar. Para o amor, sou um perdedor. Essas coisinhas de
romances me cansam. Jogos de amor e sedução. Como isso me cansa. Minha paciência
já é finda pra os impropérios do coração e agora tenho que ler, ver, sentir e
reler teus sentimentos mentirosos. Perde-me tu. Sofre-me tu. Mata-me tu.
Certamente um fruto santificado nascerá de mim e ai terei todas as respostas.
Sinto-me pueril perto de ti. Sinto-me vendido. Sinto-me não sendo dono mais de
mim mesmo. Prendo-me em uma liberdade sem destino. Uma liberdade vã. O preço
dela é caro. Quero me proteger. Egoísta? Que seja. Antes amar-me do que
gozar-te. Pensa o que quiser. Por hoje acabou. Por hoje.
Não é qualquer um que tem o dom de escrever tão magnificamente bem. Quantas vezes precisarei repetir que posso ler teus textos até o fim dos meus dias?
ResponderExcluirQuero comentar e dizer de alguma forma o que ocorre aqui, mas não acho palavras para dizer o quanto este texto me representa agora.
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